Taqya no isslam
Taqiyya refere-se à permissão, no Islã, de ocultar ou disfarçar externamente sua fé em situações em que revelá-la colocaria em perigo a vida, a propriedade ou a integridade do indivíduo.
Fundamento Religioso
A base principal está no Alcorão (16:106), que descreve o caso de Ammar ibn Yasir. Torturado pelos politeístas de Meca, ele negou a fé com a língua para salvar a vida, mas permaneceu crente no coração. O Profeta o confirmou nessa atitude.
Taqya na bíblia
Casos bíblicos que lembram taqiyya
· Abraão mente sobre Sara ser sua irmã (Gênesis 12:10-20; 20:1-18) — ele diz que é irmã para não ser morto por causa da beleza dela. É uma mentira por medo de morte.
· Isaque faz o mesmo com Rebeca (Gênesis 26:6-11) — repete a estratégia do pai.
· Davi finge loucura diante de Aquis (1 Samuel 21:10-15) — simula insanidade para escapar de ser morto.
· Raabe mente sobre os espias (Josué 2:1-7) — esconde os espiões israelitas e engana os soldados de Jericó. No Novo Testamento, ela é elogiada pela fé (Hebreus 11:31; Tiago 2:25).
· Pedro nega Jesus três vezes (Mateus 26:69-75) — por medo, oculta sua identidade como discípulo. Não é apresentado como exemplo a seguir, mas como falha.
· Jesus evita multidões e às vezes não revela quem é (Marcos 7:24; João 7:1-10) — há prudência e ocultamento, mas não mentira.
O que a Bíblia ensina em geral
A regra bíblica é a verdade:
· "Não dirás falso testemunho" (Êxodo 20:16).
· "O Senhor detesta lábios mentirosos" (Provérbios 12:22).
· "Seja o vosso sim, sim; e o vosso não, não" (Mateus 5:37).
· "Não mintais uns aos outros" (Colossenses 3:9).
Mas há exceções narrativas em que a mentira ou o ocultamento salvam vidas, e algumas são até elogiadas (Raabe, as parteiras hebreias em Êxodo 1:15-21). Isso cria um debate teológico: